Percorrer itinerários e caminhos.  Observar.
 Se aproximar do bairro e criar imagens a partir da experiência do encontro entre o eu e os outros.
Cidade Nova.
Um dos bairros mais antigos de Salvador, na região das Quintas do Tanques, mantinha na Cidade Nova o retiro Jesuíta, que depois se torna um espaço de abrigo de pessoas com hanseníase. A doença carregava o estigma e preconceito da sua transmissão, e transformou o bairro em um local de exclusão e reclusão.
A região das Quintas dos Tanques, é um local histórico também por ter o primeiro Cemitério de Salvador, um dos mais antigos do Brasil. Nele, encontram-se os túmulos de Carlos Marighela, Lampião, Maria Bonita, e Comes de Farias. Hoje, é um cemitério extremamente precarizado. 
O segundo mais importante arquivo público do Brasil, O Arquivo Público da Bahia, passa por um enorme descaso por parte do Estado. Ocupando parte do terreno onde antes era dos Jesuítas, o Arquivo contém documentos coloniais, e toda uma memória do Brasil, esquecida. Entre possíveis incêndios e desabamentos, vive em reformas. A 3ª Bienal de Arte da Bahia, em 2014, não foi o suficiente para trazer alguma visibilidade para o espaço, e a sua memória continua apagada.
A virada do ano 2000, foi a mudança da minha família para o bairro. 20 anos depois, me vejo escavando a memória de um bairro esquecido.
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